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Meus funcionários estão se demitindo, ainda tenho como evitar?

Rodrigo Batista
28 de Maio de 2021

Será que pensamos por que os funcionários se demitem? E se pensamos, será que sabemos realmente os motivos? Primeiramente, pode-se pensar que seja por necessidade de melhorias salariais, busca de outras aspirações profissionais, necessidade de fugir de um chefe opressor ou até mesmo receber direitos trabalhistas (FGTS e auxílio desemprego), sim, isso acontece e muito!

Agora, muitas vezes passa despercebido ao mundo empresarial, que o conhecido turnover ou rotatividade de colaboradores, nome dado ao fluxo de entradas e saídas de funcionários em uma empresa, acontece também devido à falta de clareza na comunicação, quanto a: metas a serem alcançadas, objetivos da organização, ausência de plano de carreira, benefícios além do salário, incentivos para cursos e treinamentos, dentre outros.

Essa ausência de informações de forma parcial ou não, pode causar impacto direto no ânimo dos colaboradores, gerando elevação no turnover. Alta rotatividade de pessoas traz consequências negativas, como: queda de produtividade, redução na satisfação profissional, custos elevados para novas contratações, funcionários sobrecarregados de tarefas, conflitos organizacionais, redução de lucro, péssima imagem da empresa, além de fuga do capital intelectual, pois informações importantes se vão com a saída dos empregados.

Diante desse cenário, surge à oportunidade para se pensar com mente aberta, fora da caixa, indo além do óbvio. Resposta alternativa que tem sido praticada é a de humanização das organizações. Para isso, busca-se criar conexão com os colaboradores cada vez mais mediante a criação de comunicação aberta.

É a chamada política de portas abertas onde o colaborador pode entrar em contato com os gestores e ter uma conversa informal. Tendência atual tem sido criar espaços virtuais para discussão dos interesses dos funcionários, onde esses possam se expressar abertamente. Os temas que sentem necessidade de compartilhar estão relacionados não só a demandas profissionais, mas relativos à própria saúde, vida particular, relação com a família, o atual momento vivido etc.
Empregados querem ser vistos como pessoas e não somente como “peças da engrenagem” em seus processos de trabalho, é uma nova abordagem que o mundo empresarial está adotando em nível nacional e internacional.

Indivíduos sentem a necessidade de serem acolhidos organizacionalmente e, criar espaço para ouvi-los é o diferencial que várias empresas estão adotando. Tal procedimento gera troca de informações, e assim, gestores passam a entender melhor suas equipes principalmente em aspectos comportamentais.

Essa nova postura é uma mudança de paradigma, porém caso seja ponto de desconfiança em termos de desempenho, recomenda-se após pôr em prática durante um tempo, realizar pesquisa de clima organizacional, para se mensurar e realizar comparativo com os indicadores de rotatividade anteriores. Dessa forma, será possível conhecer o nível de retenção alcançado. Mas já adianto: sim, vale a pena aproximar a empresa dos trabalhadores, pois se eles se sentem valorizados, renderão muito mais resultados!

Riccardo Sales
Mestrando em Administração de Negócios em Neuromarketing
Flórida Christian University
riccardosafs@yahoo.com.br





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